Rio Grande do Sul

Pandemia em números

RS inicia primeira semana do ano novamente com uma região na bandeira preta

Recursos foram negados e estado mantém a região de Bagé com risco altíssimo de contágio; RS ultrapassa os 9 mil mortos

Brasil de Fato | Porto Alegre |
Mapa definitivo da 35ª rodada do Distanciamento Controlado do estado do RS - Divulgação SES SEPLAG

O Rio Grande do Sul registrou 64 óbitos nas últimas 24 horas pela covid-19, conforme boletim da Secretaria Estadual da Saúde (SES) divulgado nesta segunda-feira (4). Com isso, já são 9.018 vidas perdidas no território gaúcho desde o início da pandemia.

O estado também já registra 455.326 infectados pela doença, com a confirmação de 976 novos casos pela SES. Dos confirmados, 433.416 (95%) são considerados recuperados.

Porto Alegre foi a cidade que mais registrou vítimas fatais (12) neste boletim, seguida por Novo Hamburgo (5). Três cidades registraram 3 óbitos cada uma: Gravataí, Alvorada e Torres. Além destas, Campo Bom, Esteio, Viamão, Ijuí, Cruz Alta e São Borja apareceram com duas mortes. Nenhuma outra cidade teve registro de mais de uma vítima fatal.

Dos 497 municípios gaúchos, apenas 91 não têm registro de vítimas fatais. 

Taxa de Ocupação de leitos segue acima dos 70% no estado

Às 17h de hoje, a ocupação em todo o estado estava em 77,7%, sendo 2.052 pacientes em 2.640 leitos de UTI. Na rede privada, a ocupação era de 89,5% e no Sistema Único de Saúde, 73,3%. Entre os internados, 892 (43,5%) têm covid-19 confirmada e 182 têm suspeita da doença.

Em Porto Alegre, a quantidade de pacientes com covid-19 segue acima de 300. A taxa de ocupação das UTIs fechou o dia em 83,13%. Os Hospitais Santa Ana, Independência, Mãe de Deus e Moinhos de Vento estão com lotação máxima. Entre os 705 pacientes internados na cidade, 302 têm covid-19 confirmada, 38 têm suspeita da doença e 10 estão na emergência aguardando UTI.

Perfil dos infectados

Dos casos confirmados da doença no estado, 53% são mulheres (241.855) e 47% (213.471) homens. A maioria dos casos compreende pessoas de 30 a 39 anos (103.127 casos), seguido das pessoas de 20 a 29 (86.166) e 40 a 49 (83.436). Já em relação à raça, a predominância é de pessoas declaradas brancas, com 351.221, seguido de não informados (61.846), pretos (19.183), pardos (16.174), amarelos (5.439) e indígenas (1.463).

No estado, 22.512 profissionais da saúde foram diagnosticados com a doença, assim como 11.153 imigrantes e 972 pessoas privadas de liberdade.

Primeiro mapa definitivo do Distanciamento Controlado de 2021 confirma novamente a região de Bagé na bandeira preta

Nesta segunda-feira (4) todos os quatro pedidos de reconsideração ao mapa preliminar da 35ª rodada do Distanciamento Controlado foram negados. Dessa forma, o Rio Grande do Sul voltou a ter uma região com a classificação mais alta de risco, depois de duas semanas sem bandeira preta.

"No mapa definitivo desta rodada, com vigência a partir desta terça (5) até a próxima segunda-feira (11/1), a região de Bagé fica na cor preta, que representa risco altíssimo para coronavírus. Outras 13 regiões ficam em bandeira vermelha (risco epidemiológico alto) e sete em bandeira laranja (risco médio) – Santa Maria, Uruguaiana, Taquara, Novo Hamburgo, Guaíba, Cruz Alta e Erechim", informa o governo do estado.

Confira a classificação definitiva da 35ª rodada aqui.

O estado informa ainda que a classificação na bandeira preta da região de Bagé se deu por conta da combinação de dois indicadores: o aumento na ocupação de leitos por pacientes com covid-19 na macrorregião Sul somado ao aumento de hospitalizações para cada 100 mil habitantes. Ao todo, são seis os municípios em bandeira preta, abrangendo cerca de 184 mil habitantes, aproximadamente 1,5% da população do RS.

País se aproxima dos 200 mil mortos

O Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (Conass) registrou, em dados do domingo (3), 293 óbitos e 17.214 infectados em todo o país. Com isso, o Brasil já soma 196.018 mortes e 7.733.619 contaminados pelo novo coronavírus.

O que é coronavírus?

É uma extensa família de vírus que podem causar doenças tanto em animais como em humanos. De acordo com a  OMS, em humanos, os vários tipos de vírus podem causar infecções respiratórias que vão de resfriados comuns até a crises mais graves como as provocadas pela síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS) e a síndrome respiratória aguda severa (SRAS). O coronavírus descoberto mais recentemente causa a doença covid-19.  

Como ajudar a quem precisa?

A campanha “Vamos precisar de todo mundo” é uma ação de solidariedade articulada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. A plataforma foi criada para ajudar pessoas impactadas pela pandemia da covid-19. De acordo com os organizadores, o objetivo é dar visibilidade e fortalecer as iniciativas populares de cooperação.  

Como tirar dúvidas?

A Secretaria Estadual da Saúde recomenda à população e aos profissionais de saúde do RS que entrem em contato com a vigilância epidemiológica de seu município para esclarecimento de dúvidas. Nos horários que as repartições municipais não estiverem atendendo ao público, está disponível o telefone 150 - Disque Vigilância da SES. Questionamentos podem ser encaminhados também para o email [email protected]


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Edição: Katia Marko