Rio Grande do Sul

Justiça Fiscal

Ciclo de debates sobre justiça fiscal aborda o Estado e o desenvolvimento no Brasil

Debate online nesta terça-feira (27) contou com os economistas Eduardo Costa Pinto e Denis Maracci Gimenez

Brasil de Fato | Porto Alegre |
O ciclo de debates “Desenvolvimento, novas desigualdades e justiça fiscal” acontece sempre às 19h30 das terças-feiras - Reprodução

O terceiro encontro do ciclo de debates “Desenvolvimento, novas desigualdades e justiça fiscal” aconteceu na noite desta terça-feira (27), em live realizada no Youtube. Para aprofundar o tema “Estado e desenvolvimento no Brasil”, foram convidados os economistas Denis Maracci Gimenez, professor da Universidade Estadual de Campinas, e Eduardo Costa Pinto, vice-diretor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O professor Gimenez abriu a live fazendo um resgate histórico, lembrando que o Brasil entrou no século 20 marcado pelo atraso e pela pobreza. Segundo ele, foi a partir da Revolução de 1930 que o país avançou de uma “grande fazenda continental” para a oitava economia do mundo, em pouco menos de 50 anos. O professor explica que essa transformação só foi possível graças à centralidade assumida pelo Estado no projeto nacional de desenvolvimento. 

No início dos anos 1980, porém, o Brasil teria “entrado em parafuso”, a partir da crise da dívida externa. Nas palavras de Gimenez, o Estado virou um “balcão de pagamento de juros” e um “império do rentismo”. O ponto de virada nesse processo só aconteceria mais de 20 anos depois, com a eleição de Lula à Presidência da República. 

O professor Eduardo Costa Pinto caracterizou a sequência de eventos após a derrubada de Dilma Rousseff, com reformas e rearranjos na estrutura do Estado, como “um saque, um butim”.

O vice-diretor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro entende que, desde então, o país vive um acelerado processo de reconfiguração capitalista, marcado pela destruição completa das conquistas recentes. Na avaliação do professor, esse processo está tão aprofundado que já não se trata mais de “salvar” o que restou, mas sim de “refundar” as bases do desenvolvimento. Apontando para o futuro, Eduardo afirma que uma reconstrução nacional só será possível com “ousadia, coragem e política”. 

Sobre o ciclo

O ciclo de debates “Desenvolvimento, novas desigualdades e justiça fiscal” é uma parceria entre o Instituto Lula, o Instituto Justiça Fiscal e as entidades coordenadoras da campanha Tributar os Super-Ricos. Os encontros acontecem sempre às 19h30 das terças-feiras. Na próxima semana, a atividade terá como convidados Paulo Gil Holck Introíni e Rosa Chieza, para discutir tributação e desigualdade no Brasil.

Programe-se

03/08 – Tributação e desigualdade no Brasil: Paulo Gil Holck Introíni e Rosa Chieza
10/08 – Novos negócios e sociedade de serviços: Cássio da Silva Calvete
17/08 – Mudanças na sociedade do trabalho e na estrutura de classes: Marilane Teixeira e Adalberto Cardoso
24/08 – O aprofundamento das desigualdades: Pedro Abramovay
31/08 – Geopolítica internacional: o que muda com a emergência de novos atores globais?: Elias Jabour e Neusa Bojikian
14/09 – O desenvolvimento econômico e social sob novos paradigmas: Cristina Reis e Gabriel Rossini
21/09 – Como superar as desigualdades no Brasil?: Roberto Amaral e Regina Camargos
28/09 – Os caminhos e desafios para a justiça tributária: Dão Real Pereira dos Santos e Marina Marinho

*Com informações do Instituto Lula


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Edição: Marcelo Ferreira