Rio Grande do Sul

Direito de resposta

CGT Eletrosul responde matéria publicada no dia 23 de Julho sobre moradia em Candiota

Empresa entrou em contato com redação do BdFRS para apresentar sua versão dos fatos veiculados em matéria

Brasil de Fato | Porto Alegre |
Famílias que vivem nos bairros Vila Operária e Residencial, em Candiota (RS), podem perder suas casas com a privatização da Eletrobras - Foto: Felipe Daroit - Ascom DPE/RS

No dia 23 de julho, o Brasil de Fato RS publicou a matéria "Privatização da Eletrobras pode desabrigar 1,5 mil pessoas em Candiota (RS)". A reportagem trata do caso das famílias que residem em dois bairros localizados nas imediações da Usina de Candiota (Vila Operária e Residencial), que correm o risco de perder suas moradas por conta da privatização da Eletrobras.

Na tarde de ontem (7), a redação recebeu um comunicado da empresa CGT Eletrosul, que afirma estar aberta ao diálogo com a comunidade e o poder público. A nota afirma que "o processo de alienação dos imóveis residenciais de propriedade da empresa, localizados no município de Candiota (RS), trata-se de uma medida necessária para a segurança jurídica tanto da companhia como dos atuais ocupantes".

Reproduzimos a seguir, a referida nota na íntegra:

"Nota de Esclarecimento - CGT Eletrosul

A CGT Eletrosul comunica que o processo de alienação dos imóveis residenciais de propriedade da empresa, localizados no município de Candiota (RS), trata-se de uma medida necessária para a segurança jurídica tanto da companhia como dos atuais ocupantes. As ações relacionadas à regularização dos imóveis originalmente pertencentes a antiga CGTEE são anteriores ao processo de capitalização da Eletrobras e não possuem qualquer relação com o referido projeto.

Na condição de subsidiária, a CGT Eletrosul segue as diretrizes estabelecidas pela Eletrobras por meio do Plano Diretor de Negócios e Gestão (PDNG). Em sua versão 2021-2025, umas das iniciativas estratégicas apresentadas no documento diretivo trata da “Desmobilização de Imóveis”. Essa diretriz tem como objetivo viabilizar receitas oriundas de bens imóveis não relacionados diretamente às atividades de geração e transmissão, principalmente por meio de leilões, além de reduzir os custos operacionais referentes aos imóveis inservíveis ao objeto da companhia.

Em reunião realizada no dia 2 de julho, na sede da CGT Eletrosul, em Florianópolis (SC), o presidente Antonio Krieger recebeu uma comitiva de representantes do município de Candiota para tratar de questões relacionadas à alienação dos imóveis de propriedade da companhia. Durante o encontro, foram acolhidas as demandas apresentadas pela comunidade. Uma equipe multidisciplinar está analisando a viabilidade das solicitações e propostas.

A empresa segue aberta ao diálogo com a comunidade e o poder público local visando buscar uma solução para o assunto. Por fim, a CGT Eletrosul informa que está disponível um canal de comunicação para o esclarecimento de dúvidas sobre o processo de leilão: [email protected]


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Edição: Marcelo Ferreira