Rio Grande do Sul

Saúde

Transplante e doenças do pulmão são tema de debate virtual nesta quinta-feira (14)

Painel “As principais doenças que levam ao transplante de pulmão” reúne especialistas e transplantados

Brasil de Fato | Porto Alegre |
RS foi pioneiro no transplante de pulmão mas doações têm caído nos últimos anos - Foto: Igor Sperotto

Nesta quinta-feira (14), às 19h, ocorre o painel online “As principais doenças que levam ao transplante de pulmão”. A transmissão do diálogo acontece no canal do Youtube da Fundação Ecarta e no Facebook do projeto Cultura Doadora.

Foram convidados o cirurgião torácico e transplantador pulmonar da Santa Casa de Porto Alegre, Spencer Camargo; a transplantada de pulmão por duas vezes (2012 e 2021), Letícia Corassa, 44 anos; e a estudante de medicina, Sofia Kieling, integrante da Liga Acadêmica de Transplante de Órgãos da Unisinos. A apresentação será feita pela jornalista e diretora da Fundação Ecarta, Valéria Ochôa.

Segundo informa o projeto Cultura Doadora, entre janeiro e agosto de 2021 foram feitos 10 transplantes pulmonares no RS, sete captados no estado e três em outros. No mesmo período de 2020 foram realizados 16 transplantes e em 2019 foram 29. Ou seja, o número de transplantes está caindo. A lista de espera por pulmão no Brasil está com 235 pessoas, sendo 105 no RS, de acordo com dados da Central de Transplantes RS em agosto 2021.

Prefeituras, entidades, escolas entre outras instituições que desejarem realizar atividades para estimular a doação de órgãos podem entrar em contato com o email [email protected]org.br.

RS pioneiro em transplante de pulmão

No Rio Grande do Sul os transplantes de pulmão são realizados pelo Hospital de Clínicas e pela Santa Casa de Porto Alegre. O primeiro transplante de pulmão na América Latina foi realizado há 30 anos em Porto Alegre, pelo pneumologista José Camargo, tio do painelista Spencer Camargo.

No primeiro semestre deste ano, o transplante pulmonar caiu 5,7%, nos dois estados que realizaram o procedimento, tendo aumentado 31% em SP e diminuído 50% no RS. Em julho deste ano o Rio de Janeiro passou a ser o terceiro estado a promover transplante de pulmão no país.

Doenças mais comuns são tema

Fibrose cística, sarcoidose, fibrose pulmonar, hipertensão pulmonar, linfangioleiomiomatose, bronquiectasia severa e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave são as doenças que mais frequentemente demandam por transplante. Entre o doador e receptor de pulmão deve haver compatibilidade de tamanho do órgão e do grupo sanguíneo.

Após a captação do pulmão, o órgão pode ser mantido fora do corpo por no máximo seis horas. A cirurgia dura entre 4 e 8 horas no caso de um pulmão, e entre 6 e 12 horas no caso de dois pulmões.

Queda no número de transplantes

Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), na pandemia a quantidade de transplantes de pulmão é a segunda que mais caiu (38,7%), seguida pela de rim (24,5%). O transplante de córneas foi a mais afetadada (52,7%).

O número de transplantes feitos pelo SUS em 2020 foi o menor em oito anos em decorrência da pandemia. Dados de junho mostram 45.664 adultos e 865 crianças aguardando por transplante no Brasil. O Rio Grande do Sul já foi líder em doação de órgãos e atualmente ocupa o oitavo lugar.

Mais de 40% dos familiares negam a doação de órgãos nos casos de morte encefálica, em geral, por desinformação. A doação de órgãos de um paciente salva até oito pessoas e dá qualidade à vida de outros pacientes. Apenas pacientes com morte encefálica são doadores de múltiplos órgãos e do total de óbitos apenas 2% tem morte encefálica.


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Edição: Marcelo Ferreira